O egocentrismo infantil

Várias vezes já me vi diante do egocentrismo, especialmente de meu filho mais velho. “O egocentrismo se refere à inabilidade de enxergar as coisas da perspectiva do outro. Os psicólogos desenvolvimentistas dizem que antes de um ano a criança percebe tudo ao redor dela como parte de si mesma. Funde-se ao mundo que a cerca e nele se vê como centro. Pouco a pouco, a criança reconhece que os objetos são externos, entidades separadas e que suas ações são independentes desses objetos.

” Durante o estágio pré-escolar, justamente quanto ele era a única criança da família, senti isso mais forte no Enzo. Nesta fase a criança ainda não consegue compreender outras perspectivas. “Acha que as outras pessoas têm a mesma visão das coisas e se sentem da mesma maneira que ela. No exemplo da brincadeira de pique-esconde, a criança da pré-escola se “esconde” colocando o rosto na parede, apesar de seu corpo estar visível aos outros”, contava o livro que li.

Já ouviram o pediatra ou a professora falar que desde que não os veja, seu filho acredita que também não está sendo visto? Enfim, com o tempo, se permitimos, a criança irá compreender que cada pessoa tem um ponto de vista diferente. O fato de atingir esse conhecimento está relacionado à maturidade perceptiva. Nesse momento, ela começa a perceber que as outras pessoas não veem sempre o mesmo objeto ou que, por estarem em lugares diferentes, veem coisas de outras perspectivas.

Certos aspectos que contribuem para essa maturidade são o desenvolvimento das habilidades sociais e o reconhecimento de que as outras pessoas têm sentimentos, pensamentos e crenças próprios. O importante é saber que é absolutamente normal uma criança na fase pré-escolar se comportar da maneira descrita acima. Isso é parte do processo natural de desenvolvimento. Ainda assim, você pode tentar explicar de forma paciente que cada pessoa tem um ponto de vista distinto.

Mas, no caso do meu mais velho, que se enciumou tanto do aniversário do irmão ontem, o egoísmo é algo que deve ser observado e “tratado”, né? Estou de olho! E em sua casa, suas crianças já passaram desta fase sem problemas?

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