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Em entrevista concedida a RBN, o deputado Estadual Paulo Rangel(PT), lider do governo, diz que depois da reunião sobre a estadualização do HNAS no dia 4/2, o que praticamente fficou decidido pelo Governo é que o hospital vai ser estadualizado. E não é verdade que a CHESF vai sair.
Da Redação PANotícias, Renaldo de Carvalho
F. Salvador(RBN) - Depois da reunião sobre a estadualização do HNAS, o que foi decidido pelo Governo? – O hospital vai ser estadualizado?
P. Rangel – Para ser franco, eu acredito que vai ser, e acredito que a população não está muito preocupada se a CHESF fica ou sai. Ela quer saúde boa qualidade. Nós temos que debater com a população de Paulo Afonso. Não dá para aqueles que cruzaram os braços e deixaram que o HNAS fosse totalmente sucateado, Deputados que tinham mandato inclusive no Governo Fernando Henrique Cardoso, agora fazerem discursos como salvadores do hospital. Quando eu cheguei em Paulo Afonso o orçamento do Nair era de R$ 8 milhões e hoje é de R$ 25 milhões. Mas nós sabemos que hoje a CHESF não pode mais investir no hospital e nós não podemos ter uma região sem um serviço essencial, que é a UTI. A experiência que nós temos hoje na saúde com a implantação do Hospital Regional de Juazeiro, o de Irecê e o de Santo Antônio de Jesus é bem diferente daquela que nós tínhamos antes. E não é verdade que a CHESF vai sair. Ela tem uma proposta de sair em dez anos. Vamos sentar com a empresa para ver outra forma, agora a situação da saúde por melhor que seja em Paulo Afonso, que não é, tem que melhorar muito, e não vai melhorar com a CHESF tocando esse trabalho. E se Serra ganhar a eleição, como é que vai ficar? Eu acho que volta tudo novamente, inclusive com o risco de privatização da CHESF. Nós podemos pensar nas coisas olhando apenas para o momento atual. Não podemos brincar com a saúde. Temos que debater de forma bastante séria, com a população de Paulo Afonso e da região. Inclusive eu sugiro à Câmara de Vereadores que rapidamente chame uma audiência pública sobre esse assunto, para que nós possamos discutir com o conjunto da sociedade. E seria muito bom que esse debate fosse transmitido em rádio. Na proposta que foi colocada, Paulo Afonso seria contemplada com trinta leitos de UTI, o que dizer que a Bahia mudou. A saúde pública do estado ainda é deficiente, mas melhorando e vai melhorar muito no segundo Governo Jaques Wagner. Se são dez anos ou mais um pouco, fatalmente, a CHESF um dia vai terminar saindo. Inclusive quero alertar algumas pessoas, que em 2014 as usinas da CHESF serão relicitadas. Algumas usinas como PA II e III correm o risco de não serem mais administradas pela empresa. Eu vou estar nessa luta e quero desde já, convocar as classes políticas da região para se mobilizarem em torno desse assunto. Mas acho que nós não podemos fazer demagogia com o assunto. A população de Paulo Afonso merece um bom atendimento na saúde. Quem brinca com saúde está brincando com vidas.
F. Salvador - Com a extinção do repasse financeiro da CHESF, o estado tem condição de bancar financeiramente a manutenção do HNAS?
P. Rangel - É bom que fique claro que a CHESF não está saindo. Isso vai acontecer ao longo de dez anos. O que eu estou colocando é que nós temos que discutir alternativas. Talvez não sejam dez anos. Até porque a existência a presença da CHESF no hospital como instituição pública, depende de Governo. Se determinados acertos não forem construídos em governos democráticos nós não conseguiremos fazer em outro governo. Garanto a você que se Fernando Henrique naquela época tivesse feito um proposta como essa, talvez ela tivesse sido aceita. Mas antigamente deixaram acabar o hospital. Mas inda acho que o debate foi insipiente. Por isso estou propondo uma audiência pública, acho que os veículos de comunicação deviam chamar principalmente os deputados para debater o assunto.
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